Borboleta azul,
Que voa na tarde singela!
Que voa sem norte, nem sul!
Que voa sobre delicada camélia...
Em rósea cor,
Camélia!...Ser viva...
Ser viva, borboleta em flor!
E sobre a camélia voar rediviva...
Em finda tarde,
Voeja à sombra fina...
Voeja borboleta, saudades!
Da camélia que o sol descortina...
Um suave adejar!
Volita tão bela camélia...
Volita borboleta, riscado ar!
Em tudo o que me recordo dela...
Na flor de agora,
Ser a camélia, a vida...
A vida!...Borboleta, à hora!
Imersa na água d’uma clepsidra...
À tarde serena!
Serena, borboleta ficou!
Ficou - camélia -, pequena!
Na vermelha cor que se eclipsou...
(P.O.Velásquez)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
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Adoro quando os poemas que leio ilustram meus pensamentos com cores tão singelas quanto as linhas que o compõem. Amei.
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