segunda-feira, 16 de março de 2009

Solidão (04/03/2001)

Na solidão do quarto meu,
Vejo teu triste vulto passar...
Consigo levas um melancólico adeus!
Comigo deixas um eterno penar!

Eu sofro meu amor, e muito por amar-te!
E tanto assim nuca tinha sofrido!
No silêncio do quarto fico a procurar-te,
E chamo por ti, mas não ouves meu grito!

Agora é tarde!...Já segue teu vulto, distante!
Tens como companhia as águas do mar,
E o vento!...Que sopra frio, sussurrante...

Hoje de saudade e dor e luto, meus dias são!
Adeus, meu amor, tudo o que fomos vai passar...
Como nossos ontens, perdidos, já se vão...


(® P.O.Velásquez)

Um comentário:

  1. A poesia é mesmo um farol que se acende, para os que têm sorte de a encontrar, e nos guia nessas horas negras da penúmbra. Gostei da associação que faz da poesia como luz, que guia, que ampara, que centelha mesmo quando as trevas são densas como o chumbo.

    Bom trabalho.
    Saudações de Portugal.

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